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domingo, 30 de maio de 2010

ONDE VOCÊ VÊ...

Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
E o outro vê uma chance de crescer.

Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.

Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...

Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.

Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do
outro, a não ser que ele deseje isso.

Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.

"Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura."

(Fernando Pessoa)

AGRANBEZA DO SILÊNCIO.

O silêncio é doçura:
Quando não respondes às ofensas,
Quando não reclamas os teus direitos,
Quando deixas à Deus a defesa da tua honra.

O silêncio é misericórdia:
Quando te calas diante das faltas de teus irmãos,
Quando perdoas sem remoer o passado,
Quando não condenas, mas intercedes em segredo.

O silêncio é paciência:
Quando sofres sem te lamentares,
Quando não procuras consolação junto aos homens,
Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.

O silêncio é humildade:
Quando te apagas para deixar aparecer teu irmão,
Quando, na discrição, revelas dons de Deus,
Quando suportas que tuas ações sejam mal interpretadas,
Quando deixas os outros a glória da obra inacabada.

O silêncio é fé:
Quando te apagas, sabendo que é Ele quem age...
Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua presença...
Quando te basta que só Ele te compreenda.

(Desconheço a Autoria)

sábado, 29 de maio de 2010

ALTA COSTURA

No tecido da história familiar,
as mãos de minha mãe reforçaram as costuras para nos protegerem de qualquer empurrão da vida …

As mãos de minha mãe
uniram com um alinhavo as partes do molde sem esquecer que cada uma é diferente da outra e que juntas fazem um todo
como a família …

As mãos de minha mãe
fizeram bainhas para que pudéssemos crescer para que não nos ficassem curtos os ideais …

As mãos de minha mãe
remendaram os estragos para voltarmos a usar o coração
sem fiapos de ressentimentos …

As mãos de minha mãe
juntaram retalhos para que tivéssemos uma manta única
que nos cobrisse …

As mãos de minha mãe
seguraram presilhas e botões para que estivéssemos unidos
e não perdêssemos a esperança …

As mãos de minha mãe
aplicaram elásticos para nos podermos adaptar
folgadamente às mudanças exigidas pelos anos …

As mãos de minha mãe
bordaram maravilhas para que a vida nos surpreendesse com as suas contínuas dádivas de beleza …

As mãos de minha
mãe coseram bolsos para guardar neles as moedas valiosas das melhores recordações
e da minha identidade …

As mãos de minha mãe,
quando estavam quietas, zelavam os meus sonhos para que alimentassem os meus ideais
com o pó das suas estrelas …

As mãos de minha mãe
seguraram-me com linhas mágicas,
quando entrava na vida …
para começar a vesti-la!

As mãos de minha mãe
nunca abandonaram o seu trabalho. E sei muito bem que hoje, onde estiverem,
fazem orações por mim …
E eu …
Eu beijo-as como se recebesse bênçãos!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Nave para voos turísticos ao espaço

Representação artística da nave SS2 e seu transporte.

A companhia aeroespacial do milionário britânico Richard Branson, Virgin Galactic, apresentou a espaçonave SpaceShipTwo (SS2), com a qual empresa pretende tornar-se a pioneira do setor privado a realizar viagens turísticas ao espaço. O protótipo, que tem o tamanho de um jatinho executivo, tem capacidade para transportar até seis passageiros e dois pilotos e foi apresentado nas instalações da Virgin situadas no Deserto de Mojave, na Califórnia.

"É verdadeiramente um grande dia. A equipe criou não só uma novidade mundial, mas também uma obra de arte. A apresentação do SS2 leva a visão da Virgin Galactic ao nível seguinte", afirmou Branson, para quem a produção da nave é uma "evidência tangível" de que seu projeto é factível.

A construção da SS2 começou em 2007 e foi realizada secretamente sob a direção do engenheiro Burt Rutan, responsável pelo projeto do SpaceShipOne (SS1), que obteve sucesso em 2004 ao conquistar o prêmio Ansari X-Prize. O prêmio, uma criação da X-Prize Foundation, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de programas espaciais privados, rendeu US$ 10 milhões à Virgin por ser a primeira a lançar uma nave retornável que, por duas vezes, num intervalo de 14 dias, superou os 328.000 pés de altitude (a SpaceShipOne alcançou o recorde de 367.442 pés - ou cerca de 112 km - em sua segunda viagem).

Rebocada inicialmente sobre outro aeronave, o WhiteKnightTwo, a SS2 realizará um voo a 105 quilômetros de altitude e permanecerá cinco minutos em situação de falta de gravidade, antes de voltar a entrar na atmosfera terrestre, pousando da mesma forma que os atuais ônibus espaciais da Nasa (Agência Espacial Norteamericana).

O "Espaço Porto Americano", como a Virgil o denominou - a pista de aterrissagem e de decolagem de seus vôos - ainda será construído no estado americano do Novo México. Algumas centenas de aspirantes a astronautas já desembolsaram US$ 200 mil ou fizeram reservas para garantir que serão os primeiros da fila nas viagens, que, segundo a empresa, deverão começar em 2011.

Só para te dizer OI !


Flash de Oi e Olá Para Orkut - MensagensMagicas.com


domingo, 23 de maio de 2010

ATUALIDADES: O MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO.

Vivemos sob a égide de três revoluções que estão produzindo profundas alterações no mundo de hoje: a revolução ecológica, a revolução tecnológica e a globalização.

A primeira revolução que chamamos ecológica tem mais a ver com a filosofia. O fracasso dos homens deste século na construção das utopias geradas nos séculos passados leva mais do que à reflexão, à busca de novas utopias e de novos caminhos para encontrar a felicidade. Essa reflexão nos está conduzindo ao abandono do racionalismo cartesiano e se volta a dar mais valor a espiritualidade e a compreensão de que o ser humano é uma complexa unidade integrada à natureza e esta integrada ao universo – é o que se está denominando de pensamento holístico.

A segunda revolução tecnológica é aquela que está ocorrendo na área da ciência e da tecnologia. As coisas acontecem a uma velocidade nunca vista. Muitas vezes quando nos decidimos pela compra de um novo produto ele já foi substituído por outro mais sofisticado. Todas as áreas da atividade humana, estão sendo afetadas pelas grandes transformações ocasionadas pelo desenvolvimento tecnológico e científico, particularmente nas áreas da informática e telecomunicações. O resultado previsível é que a cada dia o conhecimento e as habilidades passam a ser cada vez mais a única fonte de vantagens comparativas.

A terceira revolução é a globalização. Em uma era de empresas baseadas na capacidade intelectual, a economia global é uma economia dinâmica em transição permanente. Pela primeira vez, na história da humanidade tudo se pode fazer em qualquer parte e ser vendido onde se queira. A economia global define o ponto de vista de todos e modifica o que cada um de nós pensa. Todos enfrentamos uma nova realidade. Todos no mundo somos mutuamente dependentes.

Diante dessa nova realidade, em todo o mundo de hoje o sentimento dominante na maioria das pessoas é de perplexidade. Principalmente nos países em desenvolvimento, como o nosso, algumas pessoas se vêem como que perdidas diante da voragem de tanta informação, diante da velocidade com que as coisas acontecem. Tememos ficar para traz e muitas vezes não sabemos o que fazer para ir para frente.

Esse sentimento é agravado com a sensação de insegurança quando vemos, em países como o nosso, a desmontagem do Estado dando mais responsabilidade às iniciativas privadas, quando vemos a delapidação do patrimônio nacional e mais ainda, quando se vê a fragilidade da aparente estabilidade atual diante das manobras dos que se locupletam no lucro fácil do cassino global.

Diante de tantas transformações e de tanta perplexidade, o que se coloca como vital no momento atual, é como sobreviver, ou, mais que isso, como obter sucesso nesse mundo cambiante, como ser moderno na virada do milênio.

Buscando respostas a essas inquietações a equipe de Nova Sociedade se viu na disjuntiva de reformular sua missão e encontrou o que lhe parece ser o melhor caminho para seu desenvolvimento. Levar a experiência de nossos consultores associados e (levar) a metodologia participativa na construção do conhecimento, para junto com nossos clientes tentar tornar menos dolorosa a transição, construir caminhos que facilitem não só a sobrevivência no próximo milênio mas, principalmente o sucesso.

Nós acreditamos que todas essas revoluções que estão ocorrendo, naquilo que elas têm de positivo, têm tudo o que é preciso para que se possa realizar a própria revolução, a revolução interior que significa ver que as coisas no mundo estão mudando e colocar-se na posição de protagonista, de agente dinâmico impulsionador dessas mudanças. É assim que vamos contribuir para melhorar a vida na terra senão para nós, para nossos descendentes.

Com essa visão de mundo é que acreditamos se deve traçar os objetivos para nortear a execução de qualquer projeto, seja o projeto de uma empresa industrial, comercial ou de serviço, seja o projeto para a gestão pública ou de uma entidade não governamental, seja em fim o próprio projeto de realização pessoal.

HISTÓRIA - VEJA O VÍDEO.






Extinção dos grandes herbívoros teria esfriado o planeta.
















O rápido declive dos mamutes e de outros herbívoros, que ocorreu com a chegada dos agrupamentos humanos ao continente americano, poderia explicar o brutal esfriamento da superfície da Terra há 12.800 anos, revelou neste domingo um grupo de cientistas.

Há 13.400 anos, antes do homem caçar no continente americano, centenas de espécies de herbívoros povoavam a região, produzindo enormes quantidades de metano em seu processo digestivo.

O metano é um gás que provoca o efeito estufa, e segundo o trabalho publicado neste domingo na revista científica Nature Geoscience, o surgimento do período glacial há 12.700 anos, conhecido como Dryas, pode estar relacionado com a brusca redução destas emissões. A temperatura média caiu 7 graus centígrados na ocasião.

A extinção dos grandes herbívoros "teve profundos efeitos sobre as emissões de metano na atmosfera", o que pode ter provocado uma "mudança repentina do clima", segundo Felissa Smith, da Universidade do Novo México, em Albuquerque.

"Pensamos que a perda da megafauna pode explicar entre 12,5% e 100% da redução do metano observado", destacam os pesquisadores, que apontam a extinção dos grandes herbívoros como o "primeiro evento catastrófico atribuído à atividade humana".

Se isto for verdade, o Antropoceno - época em que o homem teve influência maior sobre o clima - não começou com a revolução industrial, há dois séculos, mas com a chegada em massa dos predadores bípedes à América, há 13.400 anos.

Os pesquisadores defendem então recuar a data do início do Antropoceno em 13 mil anos.

Antes da intervenção do homem, os herbívoros pré-históricos americanos emitiam entre 2,3 e 25 milhões de toneladas de metano na atmosfera por ano, segundo estimativas baseadas nas emissões dos rumiantes atuais.

Os pesquisadores observaram uma queda repentina da concentração de metano na atmosfera de 180 ppbv (partes por bilhões por volume) na mesma época da extinção dos grandes herbívoros na América, no período glacial de Dryas.

Cada redução de 20 ppbv na concentração de metano corresponderia a uma queda de 1 grau na temperatura, segundo dados climáticos.


O VÔO DE ÍCARO




Segundo a mitologia grega, um tal de Dédalo teve uns probleminhas com o rei Minos e foi exilado na ilha de Creta juntamente com seu filho Ícaro. Foi então que Dédalo, artesão habilidoso, confeccionou dois pares de asas feitas de cera e penas de gaivota para que ele e Ícaro pudessem fugir da ilha voando.
Antes da fuga, Dédalo avisou Ícaro que ele não deveria voar nem muito perto do Sol, pois a cera poderia derreter, nem muito perto do mar, pois a umidade poderia tornar as asas pesadas demais. Subiram ao cume de uma montanha e de lá partiram.
Durante o vôo, Ícaro foi arrebatado por uma sensação de liberdade imensa seguida por um ímpeto de querer voar cada vez mais alto, cada vez mais próximo ao Sol, num vôo cada vez mais sublime. Nem se deu conta de que as asas dele começaram a derreter e, de repente, caiu vertiginosamente para a morte.

Algumas Considerações:

"Ícaro, no orgulho da afoiteza juvenil, naturalmente foi vitimado pelo excesso. Pois é por excesso que em geral os jovens pecam, como pecam os velhos por carência. E se tivesse que perecer de qualquer maneira, temos de admitir que de dois caminhos igualmente maus e nocivos ele escolheu o melhor – pois os pecados da carência são com justiça reputados piores que os pecados do excesso: estes têm algo de magnânimo, algo do vôo de um pássaro, associado ao céu, enquanto aqueles se arrastam pelo chão como répteis." (Francis Bacon, A sabedoria dos antigos, Ed. Unesp, p. 87)

É muito conhecida a máxima aristotélica segundo a qual "a virtude está no meio". Até já comentei algo a respeito aqui. E, de fato, essa zona de eqüilíbrio entre o excesso e a escassez parece mesmo um lugar bastante seguro para quem busca uma vida serena e moralmente adequada.

Mas o problema é que nem sempre conseguimos esse eqüilíbrio desejado, até porque, às vezes, esse eqüilíbrio pode se tornar um fardo muito pesado de carregar, principalmente para os mais jovens. De vez em quando o excesso se mostra mais atraente, mais pulsante, e, como a privação das coisas pode significar uma vida minguante e apática, se tiver que haver um "tropeço" na caminhada do eqüilíbrio, o excesso me parece realmente a melhor escolha. Em linguagem popular, "melhor se arrepender de ter feito algo do que se arrepender de não ter feito".

Ícaro desobedeceu seu pai, voou alto demais e caiu para a morte. Deu-se mal. Mas deve ter sido um vôo e tanto. E ninguém jamais saberá o que ele sentiu, apenas ele.


Por Raul Nepomuceno Marc - do Blog ojardim.net.

Flávio José - A natureza das coisas.

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